Narcisos Insubmissos | Ciclo de conversas, online

“Narcisos insubmissos: autorrepresentação, identidade e diferença nas artes visuais ibero-americanas”

Organizado pelo Instituto de História da Arte da NOVA FCSH, este é um ciclo de conversas que reúne um conjunto de investigadores, artistas e curadores ibero-americanos em torno do tema da autorrepresentação, da identidade e da diferença nas artes visuais (cinema, fotografia, performance, etc.). O desafio lançado é refletir sobre como sujeitos e grupos historicamente subalternizados (LGBTs, mulheres, negros, populações racializadas do Sul global) têm desenvolvido formas de resistência e auto-enunciação, sobretudo no campo do autorretrato, da Selfie, da autofotografia e de outras estratégias de produção de autoimagem que desafiam as conceções fixas e normativas de género, sexualidade, etnia e classe social. Ao longo de um ano, por duas vezes em cada mês, será divulgada uma conversa online, com conferencistas ibero-americanos provenientes da área das artes visuais, aberta ao público interessado. Serão moderadores das sessões deste ciclo de conferências Bruno Marques, Flavia Bortolon e Dieison Marconi.
Entre os tópicos abordados estão:
– Autorretrato, autorrepresentação e Selfie;
– Identidade, diferença e alteridade;
– Crítica queer e feminista;
– Crítica pós-colonial e epistemologias do Sul;
– Corpos e experiências de sexo/gênero dissidentes;
– Resistência, emancipação e disputas políticas;
– Impulsos narcisistas, confessionais e diarísticos;
– Performatividade, fluidez e mascarada/transformista
-Política da estética e Política da imagem.
 
Organização:
Bruno Marques (IHA/NOVA FCSH)
Dieison Marconi (ESPM-SP)
Flavia Bortolon (UFPR –PR)
Lucía-Gloria Vázquez-Rodríguez (UCMadrid)
 
 

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#4 A auto-representação da sexualidade lésbica não normativa em “Las hijas del fuego” (Albertina Carri, 2018) | com Lucía-Gloria Vázquez-Rodríguez

28 de setembro

16:00 (hora brasileira) | 20:00 (hora portuguesa) | 21:00 (hora espanhola)

Link da reunião Zoom: https://videoconf-colibri.zoom.us/j/87657914499…
ID da reunião: 876 5791 4499
Senha de acesso: 508910

Sinopse:
Esta conferência analisa o último filme da cineasta argentina queer Albertina Carri, “Las hijas del fuego” (As Filhas do Fogo), a partir das noções de identidade, cultura nômade, desterritorialização, inconsciência óptica, biopolítica e pós-pornografia. A diretora consegue construir uma comunidade de corpos dissidentes e gozosos que possibilita a construção de novos imaginários sexuais fora das armadas reificadoras da sexualidade e do desejo lésbico que são característicos dos mecanismos de representação do Olhar Masculino (Mulvey, 1975).

Nota biográfica
Doutora em Comunicação Audiovisual, Publicidade e RP com uma tese sobre cinema latino-americano LGBTIQ+ dirigida por mulheres pela Universidad Complutense de Madrid. Mestre em Estudos Cinematográficos pelo King’s College London (Reino Unido). Combina seu trabalho docente na área de Comunicação Audiovisual e Publicidade com o apoio à coordenação do recém-inaugurado Mestrado em Estudos LGBTIQ+ na Universidad Complutense de Madrid. Investigadora visitante da Universidade de Leipzig, com estadia financiada pelo DAAD (Deutscher Akademischer Austauschdienst) e autora publicações sobre a análise dos estereótipos de gênero no cinema independente, obras audiovisuais dirigidas por mulheres e sobre o estudo de filmes e séries LGBTIQ+.
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#3 ___________(título) – O enquadramento performativo como trabalho de arte | com Eduardo Montelli, artista visual e professor

7 de julho

O artista apresentará questões elaboradas em sua tese de doutorado, finalizada em 2021, no PPGAV/EBA/UFRJ, sob orientação do Pror. Dr. Tadeu Capistrano. A pesquisa investiga a influência de enquadramentos performativos – imagens, textos, documentações, perfis virtuais, portfólios, currículos, etc. – sobre processos de formação e subjetivação, especialmente aqueles que dizem respeito ao sujeito “artista”. Com base no mito greco-romano do “Rapto de Ganimedes”, o artista propõe nomear como “ganimédico” um modelo dominante de enquadramento performativo observado na atualidade, ligado às lógicas do controle biopolítico, do espetáculo e da racionalidade neoliberal. Por fim, busca defender que é possível ir além do modelo ganimédico ao transformar a produção de enquadramentos em um campo de experimentação e crítica, compreendendo-a como trabalho de arte e não como um inquestionável meio de conformação normativa.
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#2 Projeções de desejo: Anna Bella Geiger, Monica Barki e Maria do Carmo Secco | com Talita Trizoli, professora, curadora e investigadora

28 de junho

Partindo de algumas obras de época das artistas brasileiras Geiger, Barki e Secco, serão discutidos os aspetos de fabulação de si a partir da prática do autorretrato, tendo como alinhavo entre os trabalhos, as diversas materializações dos desejos de subjetividade e sexualidade.
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#1 Sangria | com Mariana Galli, artista visual

15 de junho

“Sangria” e “Sangria: silhueta e círculo” são séries de fotoperformances que são resultados da ação de intervenção sobre uma mesma paisagem. Ação realizada foi realizada em um espaço abandonado e cercado pelos vestígios de uma demolição. Interfiro sobre essa paisagem na qual dispus meu corpo pintado de vermelho e vestido com roupas pretas em referência às entidades de esquerda. Nessa paisagem ativada pela presença do meu corpo e fundidos no tempo da ação ritual, que é retomada através da ações e manipulações do registro do ritual. Desse modo interfiro sucessivas vezes, através de rabiscos, cortes, saturação e contraste que atuam como metáforas acerca das metamorfoses do corpo e dos espaços que habitamos. Por outro lado, remeto aos deslocamentos e migrações que fazem parte da minha trajetória enquanto artista e a pesquisa poética e crítica desenvolvida nos últimos anos como força geradora dessas imagens. Sangria é substantivo feminino, conforme definição do dicionário pode referir-se a um corte feito na veia para retirada de sangue, usada como medicina alternativa cuja técnica remonta aos tempos medievais. Sangria é nesse trabalho metáfora do mundo, pressupõe a cura ou alívio de males diversos da matéria e do espírito.
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