Aulas abertas com Béatrice Joyeux-Prunel e Rafael Cardoso | 10 e 17 out.

 

O IHA – Instituto de História da Arte e o Departamento de História da Arte da NOVA FCSH promovem duas aulas abertas destinadas a estudantes de história da arte e disciplinas afins de todos os ciclos, investigadores, professores e demais interessados, composta por uma hora expositiva e uma hora de discussão.
Pede-se a leitura prévia de um ou mais dos textos recomendados, para que possam preparar a discussão na segunda metade da aula.

 

 

Open lecture 

Art History in the Age of Algorithms:
Big Data, AI, and the Challenges of Writing Art History

com Béatrice Joyeux-Prunel, Professor at the University of Geneva (Switzerland)

10 de outubro | 14h30

Auditório B2 (Torre B) – NOVA FCSH, Av. de Berna

* Aula proferida em Inglês

 

Curioso para saber como as ferramentas digitais estão a remodelar a forma como escrevemos a história da arte? Esta aula, seguida de um debate, apresentará vários métodos digitais na história da arte. Irá combinar uma perspetiva prática (“como é feito”) com uma reflexão crítica e teórica (“que efeitos epistemológicos produz”). Embora a História da Arte Digital se tenha mostrado particularmente frutífera para as ditas abordagens distantes (quantitativas, sociais e globais), ainda é mais desafiador conciliar esses métodos com as perspetivas tradicionais (particularmente formais e teóricas). Como, então, podemos garantir que tais resultados continuem a atender às expectativas da disciplina? Com base na sua própria investigação sobre as vanguardas e a globalização da arte, e nos projetos Artl@s e Visual Contagions, a Prof.ª Béatrice Joyeux-Prunel vai destacar tanto as contribuições quanto as limitações da “big data” e da “inteligência artificial” para a investigação em história da arte.

 

Leituras recomendadas:
  • On the global history of the avant-gardes since 1945 : Béatrice Joyeux-Prunel,”Provincializing New York: In and Out of the Geopolitics of Art After 1945.” Artl@s Bulletin 10, no. 1 (2021): Article 12. https://docs.lib.purdue.edu/artlas/vol10/iss1/12/
  • On the global history of the avant-gardes before 1945 : Béatrice Joyeux-Prunel,”Provincializando Paris. A narrativa centro-periferia da arte moderna à luz das abordagens quantitativa e transnacional”. 19&20, Rio de Janeiro, v. XIV, n. 2, jul.-dez. 2019.  http://www.dezenovevinte.net/ha/bjp_provincializando.htm
  • More theoretical: Béatrice Joyeux-Prunel, “Why Horizontal Art History Cannot Escape Computation”, in: Horizontal Art History and Beyond. Revising Peripheral Critical Practices, edited By Agata Jakubowska, Magdalena Radomska. New York: Routledge, 2022, 195-205. DOI: 10.4324/9781003186519-21.
  • A different position: Claire Bishop, “Against Digital Art History,” International Journal for Digital Art History, no. 3 (27 July 2018), https://doi.org/10.11588/DAH.2018.3.49915.

 

(English version + Bio)

 

 

Open lecture

Descolonizar a decolonialidade: derivas sul-atlânticas

com Rafael Cardoso, historiador da arte, escritor, investigador e professor na Universidade do Estado do Rio de Janeiro

17 de outubro | 14h30

Auditório A2 (Torre A) – NOVA FCSH, Av. de Berna

 

Ao longo da última década, os meios de arte e história da arte têm atribuído crescente importância à noção de decolonialidade. A ideia seria de criticar paradigmas eurocêntricos e abrir espaço para práticas e saberes oriundos de culturas e tradições subalternizadas por séculos de colonialismo. As discussões ditas decoloniais tendem a se dar, entretanto, em instâncias e instituições representativas do meio de arte internacional – em sua maioria, localizados na Europa e nos Estados Unidos. De modo paradoxal, hoje são vozes oriundas do Atlântico Norte que ditam aos sujeitos antes colonizados como deveriam se descolonizar. A aula é um convite para pensar esse dilema a partir das perspetivas do Atlântico Sul.

 

Leituras recomendadas:

 

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