O IHA – Instituto de História da Arte e o Departamento de História da Arte da NOVA FCSH promovem duas aulas abertas destinadas a estudantes de história da arte e disciplinas afins de todos os ciclos, investigadores, professores e demais interessados, composta por uma hora expositiva e uma hora de discussão.
Pede-se a leitura prévia de um ou mais dos textos recomendados, para que possam preparar a discussão na segunda metade da aula.

Open lecture
Art History in the Age of Algorithms:
Big Data, AI, and the Challenges of Writing Art History
com Béatrice Joyeux-Prunel, Professor at the University of Geneva (Switzerland)
10 de outubro | 14h30
Auditório B2 (Torre B) – NOVA FCSH, Av. de Berna
* Aula proferida em Inglês
Curioso para saber como as ferramentas digitais estão a remodelar a forma como escrevemos a história da arte? Esta aula, seguida de um debate, apresentará vários métodos digitais na história da arte. Irá combinar uma perspetiva prática (“como é feito”) com uma reflexão crítica e teórica (“que efeitos epistemológicos produz”). Embora a História da Arte Digital se tenha mostrado particularmente frutífera para as ditas abordagens distantes (quantitativas, sociais e globais), ainda é mais desafiador conciliar esses métodos com as perspetivas tradicionais (particularmente formais e teóricas). Como, então, podemos garantir que tais resultados continuem a atender às expectativas da disciplina? Com base na sua própria investigação sobre as vanguardas e a globalização da arte, e nos projetos Artl@s e Visual Contagions, a Prof.ª Béatrice Joyeux-Prunel vai destacar tanto as contribuições quanto as limitações da “big data” e da “inteligência artificial” para a investigação em história da arte.
Leituras recomendadas:
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On the global history of the avant-gardes since 1945 : Béatrice Joyeux-Prunel,”Provincializing New York: In and Out of the Geopolitics of Art After 1945.” Artl@s Bulletin 10, no. 1 (2021): Article 12. https://docs.lib.purdue.edu/artlas/vol10/iss1/12/
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On the global history of the avant-gardes before 1945 : Béatrice Joyeux-Prunel,”Provincializando Paris. A narrativa centro-periferia da arte moderna à luz das abordagens quantitativa e transnacional”. 19&20, Rio de Janeiro, v. XIV, n. 2, jul.-dez. 2019. http://www.dezenovevinte.net/ha/bjp_provincializando.htm.
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More theoretical: Béatrice Joyeux-Prunel, “Why Horizontal Art History Cannot Escape Computation”, in: Horizontal Art History and Beyond. Revising Peripheral Critical Practices, edited By Agata Jakubowska, Magdalena Radomska. New York: Routledge, 2022, 195-205. DOI: 10.4324/9781003186519-21.
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A different position: Claire Bishop, “Against Digital Art History,” International Journal for Digital Art History, no. 3 (27 July 2018), https://doi.org/10.11588/DAH.2018.3.49915.

Open lecture
Descolonizar a decolonialidade: derivas sul-atlânticas
com Rafael Cardoso, historiador da arte, escritor, investigador e professor na Universidade do Estado do Rio de Janeiro
17 de outubro | 14h30
Auditório A2 (Torre A) – NOVA FCSH, Av. de Berna
Ao longo da última década, os meios de arte e história da arte têm atribuído crescente importância à noção de decolonialidade. A ideia seria de criticar paradigmas eurocêntricos e abrir espaço para práticas e saberes oriundos de culturas e tradições subalternizadas por séculos de colonialismo. As discussões ditas decoloniais tendem a se dar, entretanto, em instâncias e instituições representativas do meio de arte internacional – em sua maioria, localizados na Europa e nos Estados Unidos. De modo paradoxal, hoje são vozes oriundas do Atlântico Norte que ditam aos sujeitos antes colonizados como deveriam se descolonizar. A aula é um convite para pensar esse dilema a partir das perspetivas do Atlântico Sul.
Leituras recomendadas:
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“Decolonizing decolonization”, Panorama (Journal of the Association of Historians of American Art), 6.2 (outono de 2020) https://journalpanorama.org/wp-content/uploads/2020/11/Cardoso-Decolonizing-Decolonization.pdf
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“Decolonizing the canon?”, Texte zur Kunst, 128 (dezembro de 2022) https://www.textezurkunst.de/en/128/raphael-cardoso-decolonizing-the-canon/