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HISTÓRIA
O IHA foi fundado em 1997 e é uma unidade de I&D da NOVA FCSH. É membro ativo da RIHA—Associação Internacional de Institutos de Investigação em História da Arte desde 2012, e membro fundador do IN2PAST—Laboratório Associado para a Investigação e Inovação em Património, Artes, Sustentabilidade e Território, em funcionamento desde 2020. Nas duas últimas avaliações da FCT, o IHA obteve a classificação mais elevada em todos os parâmetros, tendo sido distinguido como «Excelente».
O IHA consolidou uma comunidade colegial e coesa de investigadores, empenhados no diálogo entre pares e na excelência da investigação individual e coletiva. Esta comunidade trabalha para integrar a investigação realizada em Portugal nos circuitos internacionais de história da arte, através de contextos de publicação variados e da participação em redes, promovendo a transferência de conhecimento num ambiente científico e formativo orientado para a colaboração.
A estrutura flexível e democrática do IHA é reforçada pela diversidade do seu quadro de gestão e dos perfis, experiências e afiliações dos seus membros. Entre os investigadores integrados, encontram-se docentes da NOVA FCSH e de outras universidades e institutos politécnicos, investigadores a tempo inteiro, com diferentes categorias e vínculos contratuais, bem como profissionais de museus, da cultura e do património. A rede de colaboradores inclui ainda um amplo número de estudantes de doutoramento, a maioria com bolsas de estudo. O IHA contribui para quatro programas de doutoramento da NOVA FCSH, estruturando e aproximando áreas de investigação e ensino em história da arte.
Até 2023, três linhas centrais de investigação estruturaram as atividades dos grupos de investigação do IHA: a) Transferências Culturais numa Perspetiva Global, b) A Exposição: Teoria e Práticas, c) Estudos de Lisboa. Estas linhas serviram de base para várias realizações colaborativas refletidas nas iniciativas dos GIs e dos Clusters, e em projetos de I&D financiados tanto por via de instituições públicas nacionais e internacionais (União Europeia, FCT, Câmara Municipal de Lisboa, EGEAC), como de parcerias com entidades e fundações privadas (como as Fundações Calouste Gulbenkian, Millennium bcp e Carmona e Costa).
Paralelamente, o IHA tem vindo a desenvolver investigação fundamental sobre modernismos, fotografia, história das exposições, museus e mercados de arte, arte contemporânea feminista, artes e a expansão marítima, arte japonesa, história de Lisboa, monumentos e estudos do património. Os seed-projects financiados pelo IHA têm igualmente articulado investigação básica e aplicada, abrindo novos caminhos em domínios como a história da arte inclusiva e cidadã, os direitos humanos, as humanidades digitais (campo que também os clusters têm aprofundado) ou a renovação da preocupação de longa data do IHA com a memória e os arquivos dos artistas. Este último aspecto foi reforçado pelas responsabilidades assumidas pelo IHA relativamente ao arquivo CEDANSA – Centro de Estudos e Documentação Almada Negreiros-Sarah Affonso, criado em 2022.
O IHA publica a Revista de História da Arte, revista de acesso aberto e com revisão por pares, recentemente reestruturada para aumentar a sua projeção internacional e preparar a sua indexação. Entre 2011 e 2023, publicou também a série W da mesma revista. O Instituto acolhe ainda a equipa de editores locais do RIHA Journal e é a chancela editorial de vários livros electrónicos publicados em acesso aberto.
Os investigadores do IHA têm mantido relações duradouras com diversas redes internacionais. Além da participação ativa na RIHA – International Association of Research Institutes in the History of Art, colaboram com redes como a European Association for Japanese Studies, a European Network for Avant-Garde and Modernism Studies, TIAMSA – The International Art Market Studies Association, o ICOM, a EUROPEANA, a Latin American Studies Association, o International Panorama Council, a Time Machine Europe, ou a European Research Infrastructure for Heritage Science (E-RIHS), entre outras. Estas redes articulam-se com parcerias internacionais estabelecidas no âmbito de projetos de I&D, tais como PALAMUSTO, H2020 MSCA ITN, (2019-2023); Barroco-Açu, financiado pela FAPESP brasileira (2022-2027) e acolhido pela Universidade de São Paulo; e o projeto T-Factor da UE Horizon 2020 (2020-2023). Três projetos financiados pela FCT, acolhidos ou co-acolhidos pelo IHA — The Primitivist Imaginary in Iberian Modernisms, ROADMAP e CURIOSITAS — também contaram com equipas de investigação internacionais.
Além destas redes e projetos, a internacionalização do IHA traduz-se também no acolhimento de investigadores visitantes internacionais, pós-doutorados e doutorandos. Entre 2021 e 2025, o IHA recebeu dois académicos seniores provenientes do Goldsmiths College e da Universidade de Tohoku, bem como 25 investigadores visitantes (doutorados e estudantes de doutoramento) do Reino Unido, Alemanha, Espanha, Brasil e Estados Unidos, dos quais 14 tiveram a sua estadia financiada pela instituição de origem. Com bolsas de pós-doutoramento atribuídas pelo IHA, foram integrados também investigadores da Bélgica, África do Sul, Itália, Espanha, Brasil e Estados Unidos. O projeto PALAMUSTO concedeu dois contratos de doutoramento a estudantes internacionais. Dezassete estudantes de doutoramento do IHA tiveram/têm co-orientadores internacionais (na Europa, no Brasil, nos EUA e no Japão).
O IHA foi igualmente parceiro do 11.º Festival d’histoire de l’art, organizado em França pelo INHA, que teve Portugal como país convidado (2022). Dois membros do IHA participaram no comité científico e mais de 10 investigadores do Instituto participaram no programa. No âmbito desse Festival, o IHA co-organizou o RIE-recontres internationales étudiants, tendo os bolseiros envolvidos (6 portugueses e 6 franceses) sido convidados a partilhar as suas reflexões teóricas e metodológicas em Lisboa e em Fontainebleau.
Mais recentemente, a integração do IHA no consórcio de 7 unidades I&D que formam o Laboratório Associado IN2PAST abriu novas perspectivas para o estudo, preservação e promoção do património cultural, reforçando a dimensão colaborativa da investigação do Instituto.
Os investigadores do IHA contribuem significativamente para a visibilidade internacional da história da arte produzida em Portugal, através de diversos circuitos de publicação e colaboração científica. Volumes editados e artigos em inglês, revistos por pares, surgem regularmente em séries de livros e revistas científicas de referência. Os investigadores também são autores, editores ou co-editores de volumes publicados por editoras académicas de prestígio (Wiley-Blackwell, Cambridge University Press, Springer, Routledge/Taylor & Francis, Palgrave Macmillan, Brill/De Gruyter, Leuven University Press, etc.) contribuindo para a circulação e disseminação da investigação desenvolvida em áreas-chave do IHA.
atualização: 23/03/2026
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