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IN2PAST | 4.ª Saída de Campo: Évora em Comum, entre o Campo e a Cidade

IN2PAST – 4.ª Saída de Campo
Évora em Comum, entre o Campo e a Cidade
23 e 24 de maio, 2025
Évora (Sociedade União Eborense “Bota Rasa”, Bairro da Malagueira e Mosteiro de São Bento de Cástris)
Na sua 4ª Saída de Campo, o IN2PAST regressa à casa de partida, a Évora, sede do Laboratório Associado. A saída começa a 23 de maio, pelas 17h, na Sociedade União Eborense “Bota Rasa”, que acolherá a apresentação pública dos projetos dos doutorandos que então concluem o Boot Camp 2025, sob o signo do património comum e associativo. No dia 24 de maio, está prevista uma visita ao Bairro da Malagueira, um lugar importante da história do SAAL (Serviço de Apoio Ambulatório Local) e que nos remete para a evolução da arquitetura portuguesa durante os anos da Revolução de Abril, e o Mosteiro Cisterciense de São Bento de Cástris, hoje classificado como monumento nacional e que tem sido objeto de estudo e salvaguarda patrimonial por diferentes projetos da Universidade de Évora.
Durante a visita à Malagueira, iremos descobrir a atividade de diferentes investigadores e investigadoras do IN2PAST em torno do SAAL e deste bairro eborense, guiados pela arquiteta Sofia Salema e pelo arquiteto Pedro Guilherme (CHAIA – UÉvora / IN2PAST). Teremos também oportunidade de conhecer o trabalho da antropóloga e documentarista Catarina Alves Costa (CRIA – NOVA FCSH / IN2PAST) sobre este programa de habitação social, e de conversar sobre a relação entre fotografia e arquitetura com o investigador e fotógrafo Paulo Catrica (IHC – NOVA FCSH / IN2PAST) e com o arquiteto Vincenzo Riso (Lab2PT – UMinho / IN2PAST). A visita ao Mosteiro de São Bento de Cástris será conduzida pelo António Candeias (HERCULES – UÉvora / IN2PAST).
Neste trajeto entre um bairro social e um convento que remonta ao século XIV, percorremos também uma cartografia de instituições partilhadas (comuns). De um bairro fundado sob a forma de propriedade pública – em si um “bem comum” criado por uma política da dádiva entre associações de moradores e o município de Évora –, passamos para o património de uma instituição religiosa que, à semelhança das ações das confrarias laicas, instituiu sistemas de redistribuição de bens alimentares e formas de solidariedade e interajuda na localidade, designadamente através do cultivo e da administração de terras cujos recursos alimentares eram repartidos pelas populações locais mais carenciadas.