Primitivo: uma cartografia atípica a partir de Portugal (CIAJG, Guimarães, 2024)
Sala das máscaras, Centro Internacional das Artes José de Guimarães, Guimarães
IHA seed-project: Investigação documental e visual no âmbito da exposição Primitivo: uma cartografia atípica a partir de Portugal (CIAJG, Guimarães, 2024)
Data de início:1/06/2023
Data de fim: 31/10/2023
Descrição:
“Primitivo: uma cartografia atípica a partir de Portugal” é um projeto de exposição e ciclo de conversas e performances previstas para Outubro de 2023 no Centro Internacional das Artes José de Guimarães, em Guimarães, e que é consequência dos resultados do projeto de investigação financiado PIM – Modernismos Ibéricos e o Imaginário Primitivista | Iberian Modernisms and the Primitivist Imaginary (PTDC/ART-HIS/29837/2017; IR: Joana Cunha Leal; Co-IR: Mariana Pinto dos Santos) e sua ramificação para além do seu âmbito (uma vez que pretende chegar aos ecos da ideia de “primitivo” depois dos modernismos, abordando práticas contemporâneas) e para lá do seu calendário específico (Setembro 2018-Agosto 2022). Parte da problematização das noções de primitivo e primitivismo no contexto português e incide sobre a construção da apreciação estética em torno de objetos e realidades consideradas “remotas”, “ingénuas”, “arcaicas”, “não-canónicas”, etc., debruçando-se sobre o âmbito temporal que vai do contexto colonial do Estado Novo até ao presente (séc. XX e XXI). “Primitivo: uma cartografia atípica a partir de Portugal” indaga sobre as razões da agência do “primitivo” e do “primitivismo” até ao presente, influenciando a natureza das relações entre diferentes sociedades, histórias e identidades. Os conceitos fundamentais que orientam a exposição planeada são: “cartografia”, “máquina visual”, “desenho de narrativas e relações”. O projeto de exposição inspira-se em casos de exposições recentes, nomeadamente “Genealogies of Art, or the History of Art as Visual Art” (Fundação Juan March) e “Para uma timeline a haver: Genealogias da dança enquanto prática artística em Portugal” (Serralves). Nestas, a prevalência de um desenho de narrativas e relações, em que os objetos são ausentes ou pontuais, confere força visual ao discurso e à argumentação.
Objetivos:
A bolseira, sob orientação da IR e da Diretora do CIAJG, Marta Mestre, integrará a investigação e preparação da exposição descrita, entendida enquanto “máquina visual”, com um forte trabalho de desenho de relações entre “enunciados”, “protagonistas” e “acontecimentos”). Conjuntamente com um desenho diagramático do enunciado curatorial, a exposição disponibilizará um manancial de cultura visual associada aos principais eixos de pesquisa (livros, cinema, reproduções de obras de arte, documentário, artigos de imprensa, arte contemporânea, poemas, etc.). Propomos uma cronologia que interrogue a linearidade, com ramificações e interrogações ao longo do percurso desenhado, com uma mescla de imagens, discursos, lugares, sons, tensões, conflitos.
Outputs esperados:
Exposição no CIAJG, a inaugurar em maio de 2024;
Catálogo da exposição;
Ciclo de Conversas;
Ciclo de performances no CIAJG.
Área Científica Principal: História da Arte Contemporânea, Curadoria
Financiamento: 6867,84 € – Instituto de História da Arte / NOVA FCSH
Este IHA seed-project é financiado por Fundos Nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto UIDB/00417/2020.
Entidades envolvidas:
IHA – Instituto de História da Arte (NOVA FCSH)
CIAJG – Centro Internacional das Artes José de Guimarães
EQUIPA
IR: Mariana Pinto dos Santos (IHA-NOVA FCSH/IN2PAST)
Co-IR: Marta Mestre (CIAJG)
Bolseira de Investigação: Margarida Cafede Moura – BI Mestre