‘A Pintura em Portugal no largo tempo do Renascimento’, por Pedro Flor | 17 mar.

 

Agora deleitando, ora ensinando’: a Pintura em Portugal no largo tempo do Renascimento

17 de março, 18h

Palácio do Beau Séjour + online

 

Com o objetivo de comemorar o 5º centenário do nascimento de Luís de Camões e o 5º centenário da morte de Vasco da Gama, o GEO – Gabinete de Estudos Olisiponenses está a desenvolver um programa de iniciativas centrado na investigação e divulgação do estudo da cidade de Lisboa. No próximo dia 17 de março, o GEO organiza uma conferência com a participação do investigador do IHA Pedro Flor, dedicada à Pintura em Portugal do Renascimento.

 

Resumo:
Camões em Os Lusíadas glosa no Canto X a ideia renascentista da “ut pictura poesis” que sugere que a pintura e a poesia têm uma relação estreita, sendo ambas formas de arte que podem comunicar emoção, narrar histórias e criar imagens. Por outras palavras, a pintura é uma forma visual de poesia e vice-versa, sendo que ambas as artes compartilham a capacidade de representar o mundo e expressar sentimentos humanos. São formas artísticas igualmente capazes de “pintar” imagens no imaginário do espectador, seja com palavras ou com imagens visuais. Influenciada por correntes europeias, a pintura portuguesa procurou tanto encantar o olhar do espectador proporcionando-lhe prazer estético, quanto transmitir ensinamentos morais e espirituais, especialmente em obras religiosas. Artistas (quase) contemporâneos de Gama e de Camões como Nuno Gonçalves, Vasco Fernandes, Jorge Afonso, Gregório Lopes e Fernão Gomes marcaram este período, criando programas iconográficos plenos de significado simbólico, painéis retabulares, retratos e desenhos de carácter áulico e que não só glorificavam figuras laicas e religiosas, mas também refletiam um realismo crescente e o domínio das novas técnicas artísticas em voga no largo tempo do Renascimento. A sessão vai centrar-se em alguns estudos de caso que demonstram a vitalidade da nobre arte da pintura que na época manuelina-joanina conheceu um dos períodos de maior fulgor da nossa história da arte.

 


Banner: Capa d’Os Lusíadas, de Luís de Camões. – Em Lisboa : em casa de Antonio Gõçaluez, 1572. – [2], 186 f. ; 4º (19 cm). BNP: https://purl.pt/14997