Lançamento | Joalharia na Casa Real Portuguesa (1777-1889), de João Júlio Rumsey Teixeira | 21 out.

Joalharia na Casa Real Portuguesa (1777-1889): uma periferia subversiva

Apresentação e lançamento do livro-tese do investigador do IHA, João Júlio Rumsey Teixeira

21 de outubro, 2026 | 18h30

Auditório 3, Fundação Calouste Gulbenkian

Publicado pela Documenta, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, o livro resulta da investigação desenvolvida por João Júlio Rumsey Teixeira, investigador integrado do IHA, no âmbito do seu doutoramento em História da Arte. A tese, na especialidade de Museologia e Património Artístico, foi defendida na NOVA FCSH, em março de 2026.
A publicação conta a história da joalharia na casa real portuguesa entre o auge da extração de diamantes no Brasil, durante o reinado de D. Maria I (r. 1777-1816) e o esgotamento do fundo diamantífero da coroa portuguesa no reinado do seu trineto, D. Luís (r. 1861-1889).
Ao procurar monopolizar a venda de diamantes à Europa durante a segunda metade de setecentos, a coroa portuguesa viu-se num lugar atipicamente central no circuito material de uma das principais artes de então, a joalharia. Nos reinados de D. Maria I e D. João VI (r. 1816-1826), mas com claras repercussões nas gerações seguintes, a opulência das jóias reais portuguesas ultrapassou a ostentação diplomática ou a pura vaidade, tornando-se também numa importante questão política. O rei devia afirmar-se como “árbitro de todos dos diamantes do Brasil” comprovando, pelos usos e gosto da sua casa e corte, como a relevância de Portugal nesta arte ia além de mero intermediário de pedras em bruto.
O lançamento contará com uma apresentação por Nuno Vassallo e Silva, Diretor da Delegação da Fundação Calouste Gulbenkian em França, e conta com a presença do autor.