Lançamento | Transnational Visual Activism for Women’s Reproductive Rights. My Body, My Choice | 16 janeiro

Kolektyw Złote Rączki (the Hands of Gold Collective), banner ‘Strajk’ (Strike) created by the Hands of Gold Collective for one of the 2016 Black Protests in Kraków 
Photograph by Monika Drożyńska

 

Lançamento:

Transnational Visual Activism for Women’s Reproductive Rights. My Body, My Choice

Editor: Basia Sliwinska. Routledge, 2024

 

16 de janeiro, 2025 | 16h – 18h

MNAC – Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa

 

Este evento procura celebrar o lançamento do livro Transnational Visual Activism for Women’s Reproductive Rights: My Body, My Choice, editado pela investigadora do IHA Basia Sliwinska (GI CASt) e publicado pela Routledge em 2024, e promover um espaço de reflexão e discussão coletiva sobre como o ativismo artístico pode ser um catalisador de diálogos sobre os direitos reprodutivos e os cuidados de saúde das mulheres.
O painel contará com a participação dos autores de dois capítulos do livro, Raquel Ermida e Bruno Marques (“Four Heads, One ‘Pussy’: The Struggle for Bodily Autonomy and Reproductive Rights in the Work of the Feminist Artist Collective ZOiNA”), e Basia Sliwinska (“‘You Will Never Walk Alone’: The Feminist Contemporary Arts Activism of Marta Frej and Monika Drożyńska in Support of Reproductive Rights in Poland”). Emília Ferreira, diretora do MNAC, contribuirá também com a sua vasta experiência enquanto curadora e historiadora trazendo a sua perspetiva sobre como é que a história da arte e a curadoria têm procurado contestar o cânone masculino na arte e valorizar o trabalho das artistas mulheres portugueses. No painel, teremos ainda como convidadas Joana Sales, dirigente da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) e Ana Fidalgo Miguel, representante do Coletivo Feminista de Sintra. As duas ativistas contribuirão com as suas perspetivas críticas sobre o panorama atual dos direitos reprodutivos em Portugal, partilhando reflexões sobre os desafios locais e as possibilidades de articulação com movimentos internacionais de solidariedade feminista. A moderação ficará a cargo da investigadora Giulia Lamoni, especialista em arte contemporânea e estudos feministas.
Neste debate, procurar-se-á abordar os temas centrais do livro, ampliando a discussão para questões urgentes da atualidade, como o direito de ter ou não ter filhos, a violência obstétrica e a educação sexual. O painel examinará os direitos reprodutivos e os cuidados de saúde em Portugal e no contexto internacional, destacando a necessidade de enquadrar estas questões numa perspetiva transnacional e de promover a solidariedade e o cuidado a nível global.
A discussão envolverá práticas artísticas que defendem, sensibilizam e educam sobre o direito humano à saúde reprodutiva, sublinhando experiências vividas (e a sua negociação em termos artísticos) por mulheres cujos direitos à autodeterminação e à integridade corporal foram violados e abusados.

*Idioma: Inglês

 

Organização:
IHA e MNAC
Basia Sliwinska, IHA-NOVA FCSH / IN2PAST
Raquel Ermida, IHA-NOVA FCSH / IN2PAST
Bruno Marques, IHA-NOVA FCSH / IN2PAST

 


Biografias:

Ana Fidalgo Miguel conta com 46 anos de vida, 20 anos de fisioterapeuta e 7 anos de mãe. Ativista desde a adolescência por causas estudantis e ambientais, o início do trabalho na área da fisioterapia da saúde da mulher fez-me aprofundar questões relacionadas com os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e com a violência sobre as mulheres, mais concretamente a violência obstétrica. Sou membro fundador do observatório violência obstétrica Portugal. Atualmente encontro-me a frequentar o mestrado de estudo sobre as mulheres, da universidade aberta.
Basia Sliwinska é historiadora de arte e teorista, com um trabalho ligado e comprometido com a política e a ética feministas, especialmente no que diz respeito às near herstories (histórias próximas ou alternativas de mulheres). A sua pesquisa situa-se na interseção entre artes e ativismos, dentro de enquadramentos globais e transnacionais, com especial foco em práticas e processos artísticos capazes de catalisar mudanças positivas nos direitos reprodutivos. É autora de várias publicações e curadora de projetos como Love Letters (2021). Sliwinska é também a editora fundadora da revista académica Feminist Art Practices and Research: COSMOS.
Bruno Marques é Investigador integrado do IHA-NOVA FCSH / IN2PAST, onde é membro da direção e coordena o Grupo CASt. Autor dos livros Cartas fora do Baralho (2020) e Mulheres do Século XVIII. Os Retratos (2006). Coordenou os volumes Aurélia de Souza (2024); Dandelions: Prompting the participation in the arts, vol. 2 (2023), Portrait Talks (2023), Sobre Julião Sarmento (2012), Arte & Erotismo (2012) e os seguintes títulos no prelo: Imagining my First Person (Shanterin), Imágenes prohibidas (U. Alcalá); Na Escalada do Desejo. Julião Sarmento (MNAC/CIEBA). Publicou vários capítulos e artigos científicos em revistas académicas internacionais. Foi PI dos seed-projects Confissões de género (2022 – 2023) e Livros de artistas mulheres na Coleção da Biblioteca de Arte da FCG (2023-2024), financiados através da FCT/MCTES (PIDDAC).
Emília Ferreira é licenciada em Filosofia (FLUL), mestre e doutora em História da Arte Contemporânea (NOVA/FCSH), respectivamente com a dissertação “História dos Museus Públicos de Arte no Portugal de Oitocentos: 1833-1884” (2001) e com a tese “Lisboa em Festa: A Exposição Retrospectiva de Arte Ornamental Portuguesa e Espanhola, 1882, Antecedentes e Materialização” (2011). É ainda Historiadora de Arte, conferencista, curadora, educadora pela arte, autora de ficção com vários romances e volumes de contos publicados e premiados. Desde dezembro de 2017, dirige o Museu Nacional de Arte Contemporânea e a Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves.
Giulia Lamoni é Investigadora Principal no âmbito do programa CEEC no Instituto de História da Arte (NOVA FCSH) e curadora independente. A sua investigação centra-se nas relações entre a arte contemporânea e os feminismos, a produção artística contemporânea e a migração, as histórias da arte contemporânea na América Latina sob uma perspetiva transnacional, e as interseções entre práticas artísticas e educação artística experimental. O seu projeto de investigação atual explora as conexões entre imaginação, práticas artísticas contemporâneas, a escrita da história da arte e curadoria.
Joana Sales é dirigente da UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta e pós-graduada em Estudos sobre as Mulheres. Coordena o Centro de Cultura e Intervenção Feminista na cidade de Lisboa (CCIF/UMAR). Ativista desde finais dos anos 1990, participou em diversas campanhas feministas e pelos direitos sexuais e reprodutivos estando neste momento na coordenação portuguesa do movimento europeu pelo direito ao aborto seguro e gratuito My Voice, My Choice.
Raquel Ermida é Mestre em Estudos Críticos, Curatoriais e de Cybermedia pela Haute École d’Arts et de Design, Genebra e doutoranda em Estudos Artísticos pela Universidade Nova de Lisboa. Em 2020, ganhou uma bolsa Fulbright e nesse âmbito desenvolveu investigação na Pratt Institute, em Nova Iorque. Integrou em 2022 o seed-project Práticas Artísticas Confinadas: Resistência e Coletivismo na Pandemia Covid-19 em Portugal. É autora de capítulos de livros e artigos científicos em publicações internacionais (Journal of Visual Art Practice e Arte, Indiduo y Sociedad). Em 2023 co-editou um número para a Revista de História de Arte dedicada aos Campos de Colaboração nas Práticas Artísticas Contemporâneas.