Amanda de la Garza | Subdiretora Artística, Museu Reina Sofia, Madrid
Esta mesa-redonda examinará como os legados coloniais têm sido abordados, lembrados e contestados no âmbito da educação artística em diversos contextos do Norte e do Sul, incluindo tanto a educação formal como a informal. Narrativas coloniais moldaram histórias da arte, coleções museológicas e currículos educativos, privilegiando perspetivas eurocêntricas e apagando, marginalizando ou fetichizando outras, nomeadamente aquelas que haviam sido uma fonte de inspiração. Simultaneamente, artistas e educadores do Sul Global e das suas diásporas têm, historicamente, reivindicado como seus não apenas saberes e modernidades pré- e anticoloniais, mas também algumas tradições ocidentais que foram apropriadas e transformadas de diversas formas, exigindo uma compreensão complexa das estéticas e políticas da influência em diferentes contextos.
Como é que a educação artística tem abordado criticamente os cânones herdados, reconhecendo o impacto histórico do colonialismo e, ao mesmo tempo, evidenciando múltiplas formas de resistência, criando assim espaço para narrativas mais plurais? Como é que artistas, educadores e instituições têm revisitado arquivos, reescrito histórias, e incluído vozes que, durante muito tempo, foram ignoradas? Como é que a educação artística se pode tornar um espaço verdadeiramente decolonial, emancipatório e reparador de reflexão crítica, memória e imaginação, aberto à comunidade e capaz de promover mudanças efetivas?
Todas as atividades programadas no âmbito da ARCO Lisboa podem ser consultadas aqui.
// Esta conversa é uma iniciativa da WAAU-World African Artists United no âmbito das Millennium Art Talks – ARCO Lisboa.