NOVA FCSH | Morel: Ciclo sobre Arte e Imaginação

O Morel. Ciclo sobre Arte e Imaginação, promovido pela Secção Autónoma de Estudos Artísticos da NOVA FCSH, reúne um conjunto de iniciativas que exploram as relações entre criação artística, imaginação e pensamento contemporâneo. Através de diferentes formatos, como performances, conferências e masterclasses, o ciclo propõe espaços de reflexão e experimentação em torno do papel da imaginação na leitura crítica do presente e na projeção de futuros possíveis, cruzando práticas artísticas e abordagens transdisciplinares.

Conferência-Performance

Manual de Resistência para 2050

Com Ana Borralho e João Galante

29 de abril, 2026 | 18h

Salão Nobre, Colégio Almada Negreiros

 

Manual de Resistência para 2050 apresenta-se como uma conferência-performance que transforma o colapso em gesto político e poético. Entre corpo, palavra e escuridão, Ana Borralho & João Galante exploram a falha como espaço de escuta, reinvenção coletiva e resistência. Manual de resistência para 2050 nasceu no âmbito do projeto Ideias para o Futuro, organizado entre o Festival Cumplicidades/Eira e a Fundação Champalimaud, a partir de um convite a artistas e cientistas para partilharem com o público visões projetadas para os próximos 10, 20 ou 30 anos. Um horizonte tão distante que qualquer fidelidade ao real exige ser compensada por imaginação e ficção.
Esta conferência-performance, que será complementada por um debate moderado por Cláudia Madeira e Raquel Rodrigues Madeira, é organizada em articulação com o Grupo Performance & Cognição do ICNOVA e com Mestrado de Artes Cénicas da NOVA FCSH. Está inserida na programação da NOVA FCSH “O nosso querido mês de Abril”.

 

BIO
Ana Borralho (1972, Lagos) e João Galante (1968, Luanda) são artistas portugueses com um percurso singular e transdisciplinar que cruza artes visuais, performance, teatro, dança e som. Trabalham em parceria desde 2001, criando obras que se distinguem pela experimentação formal, implicação ética e política, e pela estreita relação com o público. A sua prática artística coloca o corpo como lugar de interrogação e como ferramenta crítica sobre os sistemas sociais, culturais e económicos.
Ambos têm formação em artes visuais e performativas: Ana estudou Escultura no Ar.Co e João Pintura e dança no Fórum Dança, tendo trabalhado com diversos coreógrafos e encenadores da cena contemporânea portuguesa. Integraram o grupo OLHO (1992-2002), dirigido por João Garcia Miguel, como atores e cocriadores.
Juntos, criaram projetos como Mistermissmissmister (2002), sexyMF (2007), World of Interiors (2010), Atlas (2011), Gatilho da Felicidade (2012) e Manual de Instruções (2016), apresentados em importantes festivais e instituições em países como França, Alemanha, Brasil, Japão, Escócia, Suíça, Áustria, Finlândia, Eslováquia, Eslovénia, entre outros. A sua obra articula frequentemente práticas colaborativas e participativas, questionando estruturas de poder, identidade e comunidade.
Fundaram e dirigem a estrutura artística casaBranca, com sede em Lagos, e são os diretores artísticos do Festival Verão Azul, projeto transdisciplinar de criação e difusão contemporânea no sul de Portugal. Em 2024 lançaram a Escola Verão Azul, um programa de formação em artes performativas. Além da criação artística, dedicam-se à curadoria, pedagogia e articulação com o território, afirmando uma prática comprometida com a descentralização, diversidade e ecologia cultural.

Masterclass

Imaginação e Improvisação

Com Júlio Resende

13 de maio, 2026 | 14h

Auditório B2 – NOVA FCSH, Av. de Berna

 

As técnicas de improvisação de Júlio Resende são transversais à sua estética, abrangendo vários géneros musicais que vão do Jazz ao Fado e à música erudita e até a projetos de música eletrónica. Visando ensinar e explorar técnicas de improvisação, promover a criatividade e incentivar a expressão musical num ambiente colaborativo, a Masterclass “Imaginação e Improvisação” é aberta a todas/os as/os ouvintes e instrumentistas.
Não é necessária inscrição prévia.

 

BIO
Júlio Resende é músico, pianista e compositor português. É um dos mais internacionais músicos portugueses e tem vindo a desenvolver um percurso que se inicia no Jazz, passa pelo Fado e pela Palavra, e chega ao pop-rock, numa procura contínua do lugar perfeito que nunca existe e que só assim lhe permite explorar mais e mais, conseguindo que essa insatisfação e irreverência permitam a quem o ouve, o contacto com novas descobertas.
É pioneiro do “Fado Jazz” e lançou em outubro de 2023 o seu décimo álbum, “Júlio Resende Fado Jazz – Filhos da Revolução”, numa celebração da Liberdade, dos 50 anos do 25 de abril e da relação de Portugal com África.