Seminário final do projeto Making Portugal destaca invisibilidades africanas no património português

Arte, Arquitetura e (In)Visibilidades Africanas em Portugal

Na segunda-feira, 15 de junho, realizou-se o seminário final do projeto exploratório Making Portugal (https://doi.org/10.54499/2023.12349.PEX), coordenado por Giuseppina Raggi e desenvolvido em parceria entre a Instituto de História da Arte da Universidade NOVA de Lisboa e o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Foi um dia de encontro, debate e reflexão sobre perspetivas futuras.

Durante a manhã, os membros da equipa apresentaram os casos mais significativos das suas investigações, revelando as vidas e as obras de mulheres e homens negros que contribuíram para a construção do património artístico e arquitetónico de Portugal na Época Moderna.
Após a pausa para almoço, foi partilhado o trabalho desenvolvido na Escola Secundária de Amora em conjunto com os consultores do projeto, Rosa Botequilha e Mário Carneiro, docentes da escola. Foram apresentados os trabalhos criativos desenvolvidos pelas alunas e pelos alunos, a partir da pintura O Chafariz d’El-Rei.
Seguidamente, a investigadora responsável e a designer Helena Rebelo apresentaram a plataforma digital do projeto, explicando a sua conceção e estrutura de navegação. A plataforma ficará acessível online num futuro próximo. Está prevista, também, a publicação de um livro para partilhar e divulgar os resultados do projeto.
A jornada terminou com uma mesa-redonda que contou com a participação dos artistas convidados: o escritor Joaquim Arena, o artista plástico Ruben Zacarias e o escritor e sociólogo Jessemusse Cacinda.
Restituir visibilidade aos indivíduos e às comunidades africanas e afrodescendentes que viveram em Portugal durante a Época Moderna, enquanto encomendadores, patrocinadores, financiadores e promotores de obras de arte e de construções arquitetónicas, significa revelar a dimensão plural do património artístico e arquitetónico português. O objetivo é abrir caminho para uma compreensão renovada do património europeu, que ultrapasse as “glórias nacionalistas” e ilumine as zonas de sombra, bem como os protagonistas e as protagonistas invisibilizados pelas narrativas canónicas da história da arte.
Partilhamos algumas fotografias do evento.