The Rise of Porto Artist Collectives I Artigo de Raquel Ermida publicado na Journal of Visual Art Practice

 

“The rise of Porto artist collectives and the birth of democratic collaboration over fifteen years of daily art practice”

https://doi.org/10.1080/14702029.2024.2392431

 

O artigo “The rise of Porto artist collectives” da autoria da investigadora Raquel Ermida (GI CASt) foi recentemente publicado no Journal of Visual Art Practice, revista indexada pela Scopus (Q1), e pode temporariamente ser consultado em acesso aberto aqui

 

Este artigo decorre da sua investigação no âmbito do doutoramento em Estudos Artísticos e discute o fenómeno de coletivização que ocorreu no Porto entre o final dos anos 1990 e 2013, do qual surgiram cerca de 40 coletivos de artistas. Discutindo a forma como a colaboração horizontal dentro e entre coletivos levou, por sua vez, a novos modelos de cidadania e democracia participativa, o artigo apresenta ainda uma visão geral dos precedentes históricos deste fenómeno, especialmente em relação ao fim recente (1974) de 48 anos de regime ditatorial em Portugal. A organização coletiva dos artistas no período revolucionário e o seu papel no desenvolvimento e na disseminação dos valores democráticos que foram subsequentemente consagrados na Constituição Portuguesa de 1976, serão aspetos fundamentais para interpretar este movimento de coletivização que ocorreu no Porto quase 25 anos depois.
Recentemente, a pandemia de Covid-19 veio provar que o legado da revolução continua vivo, e que os princípios constitucionais continuam a orientar os artistas portugueses. A crescente neoliberalização da democracia nos dias de hoje levanta a questão de como a Constituição Portuguesa permanece o principal garante do direito mais fundamental dos cidadãos à democracia participativa e a serem cidadãos mais ativos.

 

Poster da autoria do coletivo O senhorio, anunciando uma nova festa e o lançamento de uma fanzine. Cortesia: arquivo privado de António Maia