Usos do Passado nos 50 anos da Revolução dos Cravos
6 e 7 de junho de 2024
Museu do Aljube – Resistência e Liberdade
CHAMADA PARA COMUNICAÇÕES
Em 2024 celebram-se os 50 anos da revolução portuguesa que pôs fim à mais longa ditadura e império colonial europeus. O passado ditatorial e colonial, e o processo revolucionário, assumem um lugar de destaque na investigação académica, mas também no debate público em Portugal, uma vez que a criação, preservação e reconstrução da memória das experiências autoritárias, bem como dos processos de resistência e de rutura, ainda modelam a compreensão do presente. O objetivo deste congresso é analisar a evolução dos usos do passado desde 1974, destacando o que se oculta e desoculta na esfera pública.
Pretende-se reunir contributos que permitam identificar e compreender diferentes formas de memorialização, inscrição e ocultação das memórias da ditadura, resistência, (des)colonização e processo revolucionário, procurando dar conta das narrativas e práticas, consensos, dissensos e silêncios, que se manifestam na esfera pública e sua evolução ao longo dos últimos 50 anos.
São bem-vindas as propostas de comunicação relacionadas com os seguintes tópicos:
Memórias difíceis e conflituais
(In)visibilização da rutura revolucionária
(Des)obscurecimento e reparação colonial
Museus e “lugares de memória”
Educação formal e não formal
Arte pública e performatividades artísticas
Discursos oficiais e subterrâneos
Visitabilidade e turistificação
Prazo para submissão de propostas: 30 de março de 2024